Espero contar com você, companheiro (a) desta caminhada
Que juntos possamos ver através das palavras
Ver através das coisas, além das horas e épocas
Expressar as maravilhas de estar em tudo
Nas cores, luzes e paixão, encontrar toda Paz !

____________________________________________






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Henry Lee

Quarta-feira, Dezembro 24, 2008




Reféns de Vidro
(Sonia Cancine)




Inesperadamente. O intocável acontece...
Gera-me fonte de frescor. Desde que te conheci.

Resgata-me do sombrio...
Exige-me o uso de lamparinas de azeite
e conduz-me por entre aléias guarnecidas de flores
Sombreadas por caramanchões.

Em jardins ladeados por árvores frutíferas
tamareiras, figueiras e palmeiras...
Ornamenta-me com ramos das videiras

O seu atento e sutil olhar...
No espelho d'água veste-me, com roupas diáfanas
Para que eu possa adentrar neste jardim-santuário
de linhas onduladas.

Não permita que meu olhar se desvie...
E deixe de perceber pássaros e flores de lótus
Lentamente, me conduz pelas mãos ao amor
que como papiros, cresce ao longo da margem.

Em silêncio pequenas fagulhas surgem...
e o fascínio que era um sonho distante

Como um canto nos atrai, e nos leva a mergulhar...
Nas profundidades do ser, e dali extraímos
a fonte de nosso alento

Em cacos dispostos...
Você e eu caminhamos por um chão de barro escuro
Apenas libertando nossos reféns de seus vidros
de exposição. Mas, na ressonância de seus ecos...
Perco-me em você.
.
.
.
Ah! Esse sentimento de respeito, medo e encantamento?

Através do SILÊNCIO pode-se ouvir o VENTO e através do VENTO, pode-se ouvir ANJOS DIVINOS e seus ACORDES MUSICAIS

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Terça-feira, Dezembro 23, 2008




Espreguice...
(Sonia Cancine)

Na lucidez de minha loucura...
Cabe-me a observação, ao passar
pela janela de seu olhar, isenta da roda-viva
e da engrenagem que move os homens.

O que me leva a pensar e a crer
que pode ser meu homem, e posso lhe pedir:

Abra sua janela e deixe-me entrar...

Vim te recepcionar
Inspira-me
me aceita
e abraça-me

Trago-lhe uma gota de Mim...
Escuta meus sons
e dancemos junto aos ventos

Ouça! Entoam batidas oriundas
[suaves e profundas]
das vísceras de meu Ser

Venha! e se entrelace:
em meu corpo
alma
e espírito
.
.
Em manhas de amor


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Sexta-feira, Dezembro 19, 2008




Lágrima que Sangra...
(Sonia Cancine)


Ao som de egos fulgentes, na tumba da idolatria, sangram em hálito candente às sombras da negação. Enleada em comiseração, só, se apercebe do vazio a sua volta e sofre em prantos... Libera dos tristes olhos e cansados, uma lágrima que sangra. Sangra ferina e quebrantada, e (cão) fusa é sua oração no tempo de fúcsia, que sangra em toadas e tons. São a vozes que cala a alma, a dor que se desdobram, as pétalas de amor rasgadas em cicatrizes, pela navalha da razão...

Impressa pela emoção e cristalizada, brilha ao sol distante no abismo da culpabilidade...

Pela fome do prato da insatisfação, a alma se mantém atormentada de luto vitalício em lágrima - lamina. Com intensidade cadenciada sangra-te as veias, e transforma-lhe a face sem cor. Pura como a morte dilacera a essência e, ao tocar sua plácida face à agonia do choro, o amor junta fragmentos perdidos... Tatuados como maldição da essência, para que sua lágrima produza alvitres cristalinos como anjos, e ácidos como larozes.

Na escuridão ouvem-se gritos ensurdecedores... Arrebatam suas raízes da terra da dor e, como flores colhidas do jardim...
.
.
.
Suas lágrimas cristalinas guiam-me na obscuridade.


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Sexta-feira, Dezembro 05, 2008




Um Sopro no Jardim
(Sonia Cancine)



Em obscuridade e estado de sonolência
Entrei e permaneci, no tubo da transição
Num ato de colisão senti que daqui...
Desprendi-me e perdi a lucidez

O ocaso me impulsiona a te conhecer...

Sua face me revela um toque de puro requinte
e em lúgubres estilhaços, desvenda-me
De repente, olho-te! com lacuna impenetrável
Olha-me com fúcsia sinistra
(de quem vê a biografia se degenerar)

Sombras escamoteiam o medo
no cruzamento dos portais...
E dentro de mim impera:
- a solitude calada –


Na distrofia do isolamento...
Conspiram versos desencantados

E da obscuridade alojada...
Conduz-me pela mão a vida, que por ora.
Já não pulsa mais, e torna as mãos vazias

Cobre-me de flores e folhas
Neste jardim visionário...

Leva-me inebriada a existência
e ao sopro de seu toque impetuoso
Liberta-me a alma deste jardim sombrio

Na fonte antes, sagrada e inviolável.
Faz-me caminhar por entre as flores
Como a pomba, com o ramo de Oliveira
.
.
.
A vida floresce e de novo, regresso a terra.


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Segunda-feira, Dezembro 01, 2008




Carne Nua e Crua
(Sonia Cancine)

O branco vazio de seu sarcasmo
Na retina de meu asco
Conota a lascívia de seu ego
Diante da via imperatriz

Desfila e destila seu veneno
E abiscoita mente crua de carne nua
Que abocanha a podridão

De mente vazia, carne nua e crua
Agride a veia sangrenta.
E mutila na idolatria, a paixão
Tornando indigesta a visão

Por vias absurdas
A prepotência é risível

Os olhos atentos
Na morbidez de seus atos
A tudo observam aleivosia
Aos cuidados do verdugo
Diante de riste predador


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Segunda-feira, Novembro 24, 2008




Portais da Visão
(Sonia Cancine)


Nos jardins negros do isolamento...
Entrego-lhe as chaves dos portais
- das lascas em pétalas
As sombras de meu coração -

A distância entre a minha e a sua
Torna-se muito pequena

Sua sombra me atrai, me transigindo.
Para que em gesto prematuro...
Venha!
A dar preenchimento e cor
no sítio que nos separa
Antes, iluminado

Acentua-me um tom cinza claro
para inclinar-me à penumbra
a razão de tal inusitada confissão

Somos a luz emitida pelos extremos
A incidência do que se encontra abaixo do céu

Nas marcas aguçadas
de meus sentidos adormecidos
Busco o seu olhar...
Tão gélido e indiferente

Fenômenos estranhos ocorrem
e me trancam nos desertos obscuros
Onde animais se arrastam
e meus olhos não suportam olhar

Ah! se eu pudesse rasgar seu coração
E nele poder habitar...

As culpas que comigo carrego ao vento...
Vislumbram o que você não quer ver
Olhos atentos nas sombras da noite

Enunciam:
- Se entregue para mim...
Abra-se e se aqueça
Através das chaves dos portais -
.
.
De meu eterno delírio.
As curvas de iluminação...


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Sábado, Novembro 15, 2008




A Existência!
(Sonia Cancine)


Submersa nas profundas e sombrias águas
Deságuam. No silêncio da inquietude
E de minha alma a esquadrinhar...
Significados da existência

Busco na fleuma seguir sinais indicativos
dos caminhos por onde devo ir...

E no ensaio flutuante e nebuloso
Tento discernir o brilho do ocaso
que oscila na ponte da sagacidade

e me pergunto:
- se é divino ou é o arcanjo pássaro
que em sua aura a brilhar
deitou em mim o seu trilhar -

Será que sou ainda pássaro triste, ou
A (penas)
Danço de acordo com as emoções.
Deste mundo estranho e conturbado?

Ah! Se eu pudesse voar...
Planaria no cenário da vida e diria:
.
.
Olha-me! é loucura ou verdade
E será que seu rosto me revelaria
Ou, seria de cera a ilustrar?.


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Sábado, Novembro 08, 2008




Sozinha na Calçada!
(Sonia Cancine)


Hoje tão somente solicitei a luz....
Que deixou de brilhar em meu íntimo confuso
É imperioso manter-me aprazível na consonância
Para que eu tão somente, resplandeça.

A paixão, o ímpeto e a dor misturados à desilusão.
Da veracidade que nascera docemente no coração
Revela-se de certa forma dissonante
Nessa “paranóia critica“ a todo instante....

E tão só neste mundo me deixastes...
Se, busco e o vazio encontro?

A tarde caía...
Nela, debruçava-se a sombra do anoitecer.
Sozinha, sem saber pra onde ir.
Pensava em você e nos desencontros.
Na calçada triste e fria, a encontrar.

No ocaso uma tormenta me conforta
Os beija-flores dispersam-se extenuados

As nuvens sombrias aterrorizam o céu rasgado
E no vácuo infecundo de fenômenos mentais
Em sonhos penso se um dia haverá a distinção
entre o mundo cognoscível e o incognoscível?

E no coexistente princípio de contradição....
Vejo-me na calçada sem vida e vazia
A noite tão densa e sem luar
Torna-me fria em minha morte. E em lascas
Rasgadas. O verbo se faz no coração.

O perfume da flor desaparece e ávida
Serpente (ante) a torrente salubre jorra
Chorava e esperava-te...
.
.
Sozinha na calçada, que amargura!


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Quarta-feira, Novembro 05, 2008




Porão d'Alma!
(Sonia Cancine)


Derramo. Uma lágrima antes de tudo. As folhas
Numa pulsação de galhos e de fuligens
Queimava ao sol na arena dos portais
E ao luar no ninho macio da natureza

Olhaste-me com ternura, às sombras da paixão.

À beira-sonho tão intensamente te sinto...
E nesse poço sem fundo, não quero vê-lo mais.

Em joelhos, nua aos seus olhos negros.
A primeira vez em que nos abraçamos...
Lábio carne em vermelho se fez
Na lacuna de nossas vidas
O vazio não mais poderá ser

A ansiedade destrói o que de belo há de vir
Liberte as lágrimas e inicia a sua redenção
É contra isso que luto a pugna
Das forças acirradas que devoram sua alma
Mas, creia ela exuberante é, de luz.

Minha mente ansiava que eu sentisse...
Que tudo é ilusão, até mesmo as suposições de amor.
Apenas meras impressões. O dedo segue o comando
do cérebro, mas não os do âmago e da paixão

A força dos ventos nos arremessa...
Árvores são derrubadas e me sinto ausente
Sua essência é quase como a minha
Mas, por veredas estranhas te conduzem.

O que acontece neste momento?
.
.
.
É que eu levei uma vida inteira esperando entender...
O que hoje representa pra mim.


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Quarta-feira, Outubro 29, 2008




Pétalas em Festa
(Sonia Cancine)


Cinzas do passado expurgam dores contidas
De cacos brilhantes em adornos a renovar.

E se, um dia me vi perdida...
Não mais sinto assim no âmago
de minha expiação

Reluz na luz da esperança e alinham meu espírito
O renascer peculiar e bucólico frente à indignação

Em estações mutantes se refaz pétalas cristalinas...
Solidificam-se lágrimas em cristais de puro requinte
Jaz n’alma movimentos de delicada dança
de belo encanto

E se leve fosse o coração tal qual o vento
quão perfeito expressaria
e em majestosas pétalas se daria

Ao som do pulsar da alma abatida
o desejo aprisionado se debate
No poente um temporal se aproxima
e pássaros voam tristemente

A espera de o alto os anjos despejarem
chuva de pétalas contagiantes
Na alegoria sediciosa de em festa viver
- copiosamente -

Não mais consigo expressar
palavras delicadas e tocantes
Nesse desenrolar da vida
o novelo tece enredos delirantes

Chove chove chuva
chove chove sem parar
Traz o seu carinho
e vem vem comigo
Vem comigo festejar
.
.
as lágrimas em finas pétalas.
Nesse dia a esquadrinhar?


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Sábado, Outubro 18, 2008




Pétalas em Sentidos...
(Sonia Cancine & Ricardo Pozzo)


És como o som de uma brutal e linda música
(inspirado na música - Una música brutal)

O vinculo por ressonância nos conduz...
Quão lobos nos alimentamos de traços enigmáticos
E tornamos selvagens os sentidos adormecidos.

Atraídos pelo desconhecido á distância
sem a necessidade de ter se falado sobre isso

Sinto-te como o som de uma brutal e linda musica
em notas de acordes de intensidade ao dizer-me:
- olhar-te leva-me a colher à flor branca
da languidez em intensas pétalas –

E agora, onde está
para apaziguar meu desejo desse olhar
e dessa voz que acariciam meus sentidos?

Você e eu nos encontramos em um momento crucial...
neste lento e melancólico vaguear
que conflagra a paixão e a revela em alento

Digo-lhe, então, suavemente:
Cá estou a apaziguar o desejo desse olhar
e o meu desejo se estende a essa voz
Sussurrando, a acariciar seus ecos.

Sinto você!

Suas asas por aqui deixaram...
Uma suave brisa de pétalas
e um vento intenso que me invade
Mas, o medo me assusta ao me imaginar...
.
.
.
Por estes caminhos resvaladiços
- Junto de você –


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Terça-feira, Outubro 14, 2008




Intensidade...
(Sonia Cancine)




A vida em movimentos se faz...
E por breves momentos se refaz
até que nas luzes prevalecem
- o silêncio e o crepúsculo...

Sua ardente alma suaviza
meus passos...
O sopro de seus sentidos
vibra acordes do mistério
- na candura e no vigor -


Caminho em passos lentos pelos toques sensuais...
Devasso em traços enigmáticos - o fulgor da paixão
Paixão espelhada neste olhar peculiar
Versa sentimentos, nada mais.

Sua essência desperta anseio irrefletido...
De devaneios e em riste meu desejo.
Sua ausência falta me faz, e mais te quero sentir.


Espreita que todo o tempo do mundo é pouco.
A realidade bate a porta, feito insana.
E não sei o que faço, para apaziguar essa vontade:
- de ter contato.

Só sei que a vontade existe. Mas, não adianta muito.
As maneiras de apaziguar essa angustiam.
Às vezes, penso que nos conhecemos tanto.
Mas, tão pouco, ao mesmo tempo.
E isso me assusta.

Somos intensos e pouco se fala a respeito
Apenas nos sentimos e creio que você e eu
Ao sabor de beijos e carícias no eco do peito
com intensidade, desejamos-nos assim...
.
.
.
Na lúcida intensidade.


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Sexta-feira, Outubro 10, 2008




Nas Asas da Noite
(Sonia Regina Cancine)
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As pessoas têm manias como se fosse possível exigir perfeição nesse tão (dês) colorido sítio de afabilidade e iniqüidade. O grito silencioso impera neste desigual mundo que se recusa a deixar de ser mudo. É um ansiar (in) definido-confuso provocado por olhares do exílio e torna intacta minha indignação. Ecos limítrofes-sombras da insanidade e da lucidez, onde se faz necessário o desejo existencial, tecer caminhos em novelos especiais.

Há uma guerra que ocorre agora...
O tempo urge nos tempos atuais tão estanques e selvagens. A dor já vivida feito eco ressoa. Movimentos assinalam na luz constante deste céu tão distante de cor carmim, e infalíveis são os gélidos ventos oriundos dos passos e obliqüidades, que se misturam nas labaredas das portas entreabertas.

Nas asas delicadas e enigmáticas da noite, perco-me insone. Extasio-me nos sonhos vividos, nas delicias dos beijos selados, nas caricias de olhares trocados. Na alma incandescente e gritante deste mundo (de) flagelado, almejo ninho de almas tocantes e de beleza estonteante, que não fira e sangre feito acúleo florido. Desejo sentir o perfume do amor em pétalas espargidas...


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Sexta-feira, Setembro 26, 2008




Caminhando com os Ventos...
Sonia Regina Cancine


Fragmentos de tempos fugidios
Roubados, em um só instante.
Transbordam infalível-limítrofes.


Limítrofes - ao cataclismo aparente
Vazio incompreensível...
Incompreensível, aos olhos da gente.

Caminhos estranhos...
Por vales e montanhas
desertos e abismos a avistar.

Os ventos me chamam...
E me conduzem a enxergar
Espíritos sopram...
E me convidam a caminhar.

Através de visionários deixo-me levar...
Na força do intento/fenômenos
Revela-se no fogo sagrado:
a chama interior.


Oh homem! Semeia a Terra...
A palavra, o divino existente.
Beba da fonte da sinceridade
- para frutificar -

Prossiga a jornada...
Aqueça corações: seja infinito!


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Segunda-feira, Setembro 15, 2008




Mente vazia....
Sonia Regina Cancine

Ah! Não sei, fico aqui inquieta.
Minha mente anda vazia
Às vezes...
Sinto meu coração insensível.

E ele não pode
Não, não pode.
Ficar vazio.

O amor simplesmente se sente...
Intrínseco, é. Só da gente.
Lembro-me da última forte/emoção
que senti:
- a voz de minha mãe
impingida pela tristeza
revelando sua ausência -

Não tenho pressa..
Meu coração está desocupado

Quero estar ao seu lado
Amar-te...
Mesmo me perdendo
Não me apresse.

Meu coração está vazio...
E ele não pode
Não, não pode.
Ficar vazio.


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Quarta-feira, Setembro 10, 2008




Vísceras
Sonia Regina Cancine

Nas labaredas das línguas e letras
A cuspir fogo/felino
Sangra!

Rastejam-se ofídio/mortais:
Por entre linhas tortas
fazem-se aço em atos
ao engendrar cadeias e portais.

Espectros resvaladiços...
Estampam penumbras
de suas viscerais formas:
espirituais e virtuais.

Veias se dilatam no veneno deslustrar...
Ao enunciar para si:
fluxos incandescentes
de suas mentes ferinas infernais.


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Quinta-feira, Agosto 28, 2008




.: Um Novo Chamado ao Vento...
Sonia Regina Cancine

Ouço vozes... anunciando o amanhã
e o silêncio se faz!
Pensamentos voam... e como pássaros livres
soltos, mergulham na voz da emoção.

Nem a tristeza, nem a desilusão
nem a incerteza e nem a solidão...
Nada me impedirá de sorrir.
Nem o medo, nem a dor...
Nada me impedirá de sonhar.

Mesmo errando e aprendendo...
Alço vôos sorrindo
agradecendo, perdoando
- recomeçando -

Seus olhos/meu espelho
Refletem... refletem o mar.
Somos opostos, como fogo e água
Nem o vento leva...
Nem o vento separa.

Vento murmurante... entoa uma canção.
Pensamento inquieto... um tumulto se faz.
Sinto-o perto... forte sensação.

Ouça! É meu novo chamado ao vento...
Sopra longe.... varrendo sua ausência
amenizando a dor.
Sonho, então, acordada:
cavalgando ao vento
e em seus braços, estou.

Assim... numa viagem inigualável
nossas almas se alcançam
e, posso tocar você!


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Quinta-feira, Julho 24, 2008




...Insaciável desejo de Amor!
Sonia Regina Cancine



Nesse breve compasso...
Esqueço-me por instantes...
da névoa cinzenta
do cansaço e dor
que pulsa em meu espaço.

Os passos suaves...
Sinalizam o caminho
que conduz ao amor.

Pétalas vermelhas
caem ao chão...

Sinto forte sua presença
Rasgo minha alma
Entrego-me...

Em ato selvagem...
Revela sua feracidade
Sacia minha sede
Alimenta-me
de paixão e ardor

Desfaleço-me!


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Sábado, Julho 12, 2008




...Tão distante e tão perto!
Sonia Regina Cancine




Minha mente repreende certas escolhas
que meus olhos fazem...
Mas, meu coração, gentilmente sorri.

Meu cavalo alado,
sempre branco e enluarado.
Indomável e imponente
acena-me, suas asas enormes
e me convida a um vôo provocativo...
Despertando-me os instintos selvagens
ocultos em meu ser.

Assim, prossigo minha cavalgada
Transitando pelo Céu e a Terra.
Entre o mundo dos sonhos
e o mundo dos mistérios.



Às vezes, sinto-me terra seca e árida...
Sou deserto, estou distante.
Às vezes, sou presença e sinto saudades.
Nem sempre sou inteira, sou metade de mim.
Por vezes, sou você...
Na maioria das vezes, sou eu.
Às vezes, sou sorriso e alegria
outras vezes, sou lágrimas.
Nem sempre sou tudo...
Outras vezes, não sou nada.

Assim prossigo...
Nas minhas próprias verdades e dúvidas
Nos limites obscuros sobre o que sou
e o que penso que sou.
Sendo aos outros, o reflexo de MIM.


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Sábado, Junho 07, 2008




.: Manifestação da Luz...
Sonia Regina Cancine

Muito se tem dito e discutido a respeito da luz...
Muitos são os caminhos que conduzem à luz.
Muitas são as teorias a respeito... Mas, qual luz?
Desde que o mundo é mundo, a mais antiga das citações divinas se faz presente: - “Haja LUZ” e do verbo, se fez LUZ!
Luz é vida, é amor, é paz, é sabedoria


Ao observar o que se passa no mundo: os conflitos, as catástrofes, as relações caóticas, a acentuada arrogância e a ganância existente, percebo que a humanidade cegamente caminha como um rolo compressor de si mesmo. O homem encontra-se em processo evolutivo, entretanto, vencido pelo seu maior inimigo – o egoísmo. Ao não arrojar-se desse estágio, passa a ser um predador nas suas relações com o outro. Não consegue perceber que para a felicidade geral, se faz necessário desgarrar-se de seu ego. O que vemos é visivelmente desesperador. Pois, até mesmo a esperança que move os corações, está sendo tragada por esta desordem que carrega a humanidade a uma “liberdade”, que a acorrenta a uma situação – e que deteriora todo o seu processo de evolução.
Contudo, as pessoas buscam respostas para tentar iluminar este vasto universo, mergulhado na escuridão da consciência de si mesmo. Buscam-se respostas firmadas em teorias das mais diversas possíveis e são aceitas - tidas como normais, as mais diversas formas de se viver. Uns alegam que a felicidade está na liberdade de escolhas, e de escolhas estas, que antes causavam indignação e repúdio a sociedade. A banalidade das relações está posta em nome da liberdade e em busca de uma felicidade fabricada, firmada em conceitos que contribuem com o monopólio capitalista. Ao se banalizar as relações humanas e o sofrimento, esquece-se de que nestas experiências (interpretações errôneas de liberdade), há uma perigosa conotação: É como se concordássemos com tudo o que acontece no mundo. O bandido ou psicopata sente-se livre, para agir. Pois, tudo é normal e plausível. Quer se drogar matar, roubar, estuprar, experimente!
As conseqüências do que posto está, parte de interpretações distorcidas da liberdade e há uma impunidade, sem fim. Inclusive, existem sociedades ou grupos que estimulam determinadas práticas libertinas. Pois, bem sabemos que a natureza humana é promíscua e que é aplaudido o que é “instigante aos instintos selvagens e ao prazer da carne”. Faz-se, indispensável o uso de certas repressões, para que a ordem se estabeleça. O homem corrupto, selvagem em sua natureza humana, deve resgatar determinados valores e limites, para que caminhe em direção a luz. Pois, da forma como a humanidade vem se revelando, é o manifesto das trevas na vida do homem.
Posso, sobretudo, afirmar que a manifestação da luz divina é fato, e que além da revelação da maravilhosa e perfeita natureza, também existe a manifestação divina, em momentos de comunhão com o Criador. Cujo momento se faz presente, no coração.


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Quarta-feira, Abril 16, 2008




.: Instantes...
Sonia Regina Cancine


Ah! O vôo de liberdade...
Conduz a lindos sentimentos de paz.

Danço ao som da melodia suave
...desperta em movimentos
...desperta em sensações

Uma vontade quase que selvagem
Desperta com força e beleza.

As notas indo e vindo...
Em movimentos firmes e fortes
Seduzem-me, com vigor.
E em gotas...
- transformam-se em amor -


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Terça-feira, Abril 08, 2008




.: Mãos Ressequidas...
Sonia Regina Cancine



Olhando para trás, deixo-me encantar.
Com lindas lembranças, do mais belo amanhecer...

Extasiada nestas lembranças
Sinto o cheiro de café
...o cheiro de brisa.
...o cheiro de pinhedo.
...o canto de pássaros.
O toque suave de um beijo
O bom dia, com alegria...

Olho-me, então, no espelho e vejo:
- tudo diferente -
Vejo seu rosto e traços envelhecidos
O olhar, com um toque de tristeza.
Alma abatida e cansada
Mãos ressequidas...

Assim a percebo, minha mãe...
Outrora, feliz e repleta de vida.
Hoje, sobrevive...
Em meio a belas lembranças
E outras, já não mais...
Sua memória perdendo-se lentamente
Como luzes que se apagam...
Aqui e acolá!


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O Homem deve sempre ir em sua árdua caminhada, a procura de si mesmo.
Pois, é através do conhecimento, da tomada de consciência de nós mesmos,
que podemos obter a reversão de padrões e valores sociais,
almejando uma sociedade mais saudável e feliz!

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Migração | Alada




Neste documentário, o produtor Jacques Perrin, de Microcosmos
deixa o universo dos invertebrados
para revelar os mistérios dos pássaros que viajam longas distâncias ao redor do planeta.
Imagens belíssimas captadas nos sete continentes em cenários como o Ártico, o Canadá e uma fábrica em Kosovo.

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Desejo-lhes:.


"Se o ameaçarem
destruir
por inveja
calúnia
maledicência

VOE MAIS ALTO

Se o criticarem
Se fizerem injustiças
a você

VOE MAIS ALTO!

Lembre-se
sempre que
eles não resistem
às grandes alturas"
(A.D)

Que ao longo
da margem
de suas vidas
fiquem
impressões divinas
que nos requer:.

AMOR

PACIÊNCIA

RESIGNAÇÃO

GENEROSIDADE

HUMILDADE

DELICADEZA

PERDÃO...


Soninh@








Esta pombinha da paz
voa de site em site.
Ajude-a fazer a volta ao mundo,
levando-a para o seu blog.
Aqui ela chegou dia 13/12/2007